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Monday, May 16th, 2011
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3:55 pm - E eu e a internet nunca vamos ser assim amigas, amigas a sério.
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Andei duas semanas sem conseguir aceder a esta página (e sim, eu ando calada, mas acompanho-vos com devoção) e nunca deixará de me surpreender a falta que este espaço me fará sempre. Não poder ler-vos é um pouco como perder-vos de vista outra vez. Não saber de vocês é um buraquinho que se alarga no fundo da cabeça. Não gosto. Quando pensava já que teria de mudar o layout senão nunca mais vos lia (e eu não quero mudar o layout, é a minha Nyka e eu quero-a sempre aqui) lembrei-me que tinha instalado o novo firefox. Duas semanas depois, experimentei entrar com outro browser. Duas semanas. A sério que sou burra. Era só abrir o IE. Carago.
Posto isto: OLÁ! Que bom ter-vos de volta!
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| Monday, October 18th, 2010
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6:17 pm - Arthur, your eyes, they are just glances
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Aborrece-me que o som não esteja à altura desta pérola pop, mas não encontrei versão melhor. É preciso que o mundo abrace o Arthur Russel e este disco em particular. É urgente.
"Your motion says you're in the mood, but what you want is far away. It's plain that I spend my time on you too much, but tell me it's alright, and I can laugh all night. Just tell me, and I'll be happy again. Eyes, they are just glances, a mouth, it is just kisses, a hand, it's just a handshake, and I am just another guy. Your motion says you're in the mood, but what you want is far away. It's plain that I spend my time on you too much. Tell me it's alright, and I can last all night. Just tell me and I'll be happy again. Your eyes, they are just glances, your mouth, it is just kisses, your hand is just a handshake, and I am just another guy. Your motion says that you are in the mood, but what you want is far away. It's plain that I spend my time on you too much."
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| Tuesday, September 28th, 2010
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9:44 pm - queixinhas e discos
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Odeio dentistas. ODEIO.
Dói-me tudo. :(
Noutro registo, e porque vocês aqui, meus amigos lj'eiros, acompanharam pacientemente a saga desde os primeiros concertos improvisados com o Georgios até ao Coliseu (haha, eu nem acredito que escrevi isto e que ainda por cima é mesmo verdade), achei que também teriam de ser os primeiros a saber.
Amanhã chega ao armazém da YDreams o primeiro disco da Nobody's Bizness, acabadinho de chegar da fábrica e passados 4 anos desde o início da gravação. O lançamento vai ser em Novembro (o nosso Manelito teve uma complicação de saúde, mas contamos que esteja recuperado até lá) e a sério que a melhor coisa do mundo era ter-vos na sala no dia do lançamento. A melhor coisa do mundo.O disco vai ser distribuído pela Compact Records e deverá estar disponível nas FNACS por aí, mas o que eu quero mesmo é que o venham buscar no concerto para o levarem cheio de beijos convosco.
Tenho hoje dois dentes a menos mas um mundo de alegria a mais na cabeça. Finalmente, o disco! Nem acredito. É que não acredito mesmo.
current mood: accomplished
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| Saturday, August 28th, 2010
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6:12 pm - A outra face do espelho
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Eu nunca fui muito de me preocupar (até porque estou convencida que devem ser 3 pessoas a visitar ainda este espaço) com os textos que fui pondo por aqui ao longo dos anos, mas hoje estou assim meio... meio lixada, vá, que não quero dizer fodida porque não é caso para tanto.
Encontrei isto:
http://claustropagao.blogspot.com/2010/03/o-que-e-o-facebook-e-para-que-serve.html
Como não tem nenhum mail para onde possa suspirar, fica aqui a queixa, já que estou na coluna de blogues seguidos pelo dono do espaço.
Ouça, não me leve a mal, mas no mínimo, cite a fonte do texto. É uma questão de etiqueta e educação. Dá trabalho. Requer inspiração, criatividade, tempo. E a si, só lhe custa no fim escrever duas palavrinhas. Escrito por. É que o texto não é seu, que arrelia.
Não sei se isto acontece muitas vezes, mas quando me encaminham por mail o meu próprio texto como se tivesse sido escrito por outra pessoa, com certeza que sim, que fico mal disposta. :/
Nota: já está identificada a fonte, assim estamos bem.
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| Friday, June 18th, 2010
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5:22 pm
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O Saramago era o meu escritor. Era-o desde o dia em que a minha professora de português do 8º ano, impressionada com a minha queda para a escrita (que queda? desconfio que seria por ser a mais calada das alunas, mercê dos porros que levava na cabeça para as aulas), me ofereceu o Memorial do Convento com uma dedicatória de Pessoa. Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce. Era isto. Tentei ler, não passei das 6 páginas. Tinha 13 anos e aos 13 anos não se consegue ler o Memorial. Uns anos mais tarde, já em viagem, caiu-me no colo o Ensaio Sobre a Cegueira quando vivia na serra da Lousã - não o li. Devorei-o. Não parei sequer para comer. Voltei então a pegar no Memorial e mudou tudo. Nunca agradeci tanto um livro como o agradeci à professora do oitavo ano que sabia (porque no fundo ela só podia saber) que o meu coração ia bater diferente depois da Blimunda. Pessoana wannabe que sempre fui, vi-me inundada com O Ano da Morte de Ricardo Reis - tive a certeza que tinha existido e que teria até privado com o próprio Saramago, partilhando em confidência a chatice de conversar com o fantasma que seria, de certa forma, não outro que o de seu pai, se é que um pai e um criador são a mesma coisa.
Mergulhei muito nos livros do Saramago. Discuti muito e com muita gente por causa dos livros do Saramago. Olhei muitas vezes para o lado daquela forma que só fazemos com quem amamos (e tantas vezes têm feito isso comigo, felizmente) quando o ouvia nas entrevistas, quando o lia fora do mundo das palavras, de onde nunca devia ser obrigado a sair. Estou triste como se me morresse família. Sinto falta de tudo o que não escreveu.
Hoje trazia na mala o Caim para emprestar a um colega. Esse gesto, de repente, tornou-se muito muito grande.
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| Tuesday, March 23rd, 2010
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11:52 am - Nobody's Bizness no Musicbox amanhã
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Para os amigos que estão longe, o concerto é transmitido em directo aqui:
Para os que estão perto, é às onze. :)
Pontos de venda : Music Box, Pavilhão Atlântico, Fnac 14 Lojas ; El Corte Inglés 2 Lojas, Media Mark 9 Lojas, Turismo de Lisboa 2 Lojas e ainda Agências ABEP e Alvalade.
São 6€ com 2€ de consumo e trazemos dois amigos connosco: A Ana Figueiras, dos Unplayable Sofa Guitar e o gira disquista Vítor Junqueira do colectivo Bailarico Sofisticado, que tanto nos tem feito dançar ao longo dos anos.
Quem vem?
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| Monday, March 1st, 2010
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5:14 pm - Aprendizagem
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"Lisboa com suas casas De várias cores, Lisboa com suas casas De várias cores, Lisboa com suas casas De várias cores ... À força de diferente, isto é monótono, Como à força de sentir, fico só a pensar. Se, de noite, deitado mas desperto, Na lucidez inútil de não poder dormir, Quero imaginar qualquer coisa E surge sempre outra (porque há sono, E, porque há sono, um bocado de sonho), Quero alongar a vista com que imagino Por grandes palmares fantásticos, Mas não vejo mais, Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras, Que Lisboa com suas casas De várias cores. Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa. À força de monótono, é diferente. E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo. Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo, Lisboa com suas casas De várias cores."
Álvaro de Campos
Quem ainda não ouviu a formidável Margarida Pinto (por quem estou oficialmente apaixonada) a cantar Pessoa, está a perder. E muito. http://www.myspace.com/margaridapintto
E o disco é gratuito e podem fazer download aqui: http://www.optimusdiscos.com/discos/aprendizagem
É simplesmente maravilhoso.
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| Wednesday, February 17th, 2010
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3:56 pm - Da internet e outras coisas.
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Entra-me Londres, a minha Londres, a que deixei para trás há mais de dez anos, de rompante pela vida dentro novamente. E isto é extraordinário porque pensei que não ia ter mais Londres, não aquela - é que quando a deixei, não se usavam telemóveis, não se usava internet, não se tiravam fotografias. Uma despedida era quase certamente definitiva (e em muitos casos vai mesmo ser, não duvido). Com o regresso desta Londres, vêm as perguntas. O que eu era. O que eu queria com 20 anos. O que sou hoje e achei que nunca seria. O que fui e não sei como. Entram as pessoas e o que querem saber do que fiz na última década.
E gosto disso sem ter a certeza se quero ou não responder às perguntas. E respondo às perguntas sem saber se gosto ou não.
É só quando olho para o armário onde estavam guardadas estas pessoas e a vida toda que lá deixei que me apercebo que aquelas roupas, são as que guardo só por carinho, sabendo já que não volto a vesti-las. Aquela cara já não é a minha. Sou eu, mas não sou eu.
Não sei se tenho pena de já não ser assim, se fico feliz por ter alguma vez ter conseguido abraçar tanto o mundo como o fiz com estas pessoas, na nossa Londres.
Uau. Que coisa.
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| Thursday, December 24th, 2009
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1:10 pm - Que não me passe em branco esta quadra em 2009
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Os amigos sabem já da minha paixão por esta época do ano, portanto, poupo-vos a todos de mais uma interminável lista de queixas e afins.
Ficai com esta christmas carroll e perdoai a falta de espírito. Ou não. :p
Grandes beijos a todos.
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| Thursday, October 8th, 2009
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1:39 am - Petra & Gergios again :)
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um update a horas indignas para dizer ao mundo que Petra & Georgios estão de volta para o concerto anual (hm...anual? será? :D), este Sábado no Catacumbas às 23h30. Desta vez trazemos um amigo na guitarra, o fabuloso Anthony Wheeldon, e vamos dedicar a noite inteira ao amor.
Quem quiser, já sabe. :)
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| Friday, September 11th, 2009
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11:42 pm - Odeio touradas
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Odeio. Não sou de odiar grande coisa (embora seja de não gostar de muita coisa), mas as touradas, ah perdoem-me, mas odeio de paixão. Não as entendo. Não existe argumento no mundo que me consiga sequer puxar qualquer tipo de empatia para quem aprecia. Não existe argumento válido, não existe tradição. Existe o horror de uma tortura insana e bárbara que nem sequer é nossa e que é gáudio de uma geraçãozinha armada ao sangue azul que gostaria de ignorar como sendo do mesmo país que eu. Não é inteligente, não é elegante, não é bonito e não é arte em lugar algum da minha mais remota imaginação. Não é. Indigna-me a tourada em horário nobre. Indigna-me a tourada. Indigna-me. Indigna-me o precedente que abre. Indigna-me o facto de assassinar à partida qualquer argumento que um pai possa usar para explicar a um filho porque é que é errado pontapear um cão, maltratar um gato, acelerar na passadeira quando um velhote a atravessa. ODEIO touradas.
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| Wednesday, September 9th, 2009
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2:55 pm - ...
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A esta hora, no mesmo dia do ano passado, deixava a Kita no veterinário.
Hoje e amanhã são dias esquisitos e a minha menina continua a mandar lá em casa. Isto dói que se farta.
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| Friday, August 21st, 2009
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10:48 pm - Dreamworld
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Esqueçam o vídeo (ou não, o Carnival of Souls tem o seu encanto, afinal). É da música que vos falo. Ou melhor, nem falo. Ouçam só. Caetano e David Byrne, Carmen Miranda. Se isto não é das coisas mais bonitas do mundo, então não sei.
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| Wednesday, July 15th, 2009
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11:01 pm - Chegou aquela altura do ano, gente
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Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines! Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!Sines!
Quem vem?
http://www.fmm.com.pt
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| Friday, June 26th, 2009
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1:11 am - Neverland
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Apesar dos últimos anos de escândalos e excentricidades e tudo menos a música, estou triste e estou em choque e custa-me a acreditar.
Lá se vai a parte de mim que tinha medo do videoclip do Thriller e que corria para o quarto a acender todas as luzes pelo caminho. Lá se vai a parte de mim que é Billy Jean, que é Beat it, que é Bad e Dangerous e moonwalk.
Aliás, a bem do rigor, atrevo-me a dizer que lá se vai grande parte de muita gente e de muita (e tão boa) música.
Toda a gente morre, certo, mas o Michael Jackson? O Michael Jackson não. Pois não?
Que estranho.
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| Thursday, June 18th, 2009
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1:15 pm - Eu não sou destas coisas, mas isto faz algum sentido, não meninas?
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*Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho?*
O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que,
quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a
limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel
cuidadosamente no perímetro da sanita.
Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!"
E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita
numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante
e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos
nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter,
sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.
Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme
de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso,
resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que
também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de
“tou aqui tou-me a mijar!”.
Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta
mais” (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente,
que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há
pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa
que ainda está a sair.
Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa…
Penduras a mala no gancho que há na porta… QUAAAAAL? Nunca há gancho!!
Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e
não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto
vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o
pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para
dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que
tens no caso de…
Mas, voltando à porta… como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la
com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te
“na posição”…
AAAAHHHHHH… finalmente, que alívio… mas é aí que as tuas coxas começam a
tremer… porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as
pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço
estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o
pescoço!
Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a
tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a
voz da tua mãe faz eco na tua cabeça *“nunca te sentes numa sanita pública”*,
e então ficas na “posição de aguiazinha”, com as pernas a tremer… e por uma
falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e
molha-te até às meias!!
Com sorte não molhas os sapatos… é que adoptar “a posição” requer uma grande
concentração e perícia.
Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel
higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!
Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na
mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel… mas para
procurar na tua mala tens de soltar a porta… ???? Duvidas um momento, mas
não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma
trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de
travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas
OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!
E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar
a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm
muito respeito umas pelas outras).
Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não
importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o
lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou
seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma
mão.
Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu “alguém
tem um pedacinho de papel a mais?” Parva! Idiota!
Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o
suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que
estaria envergonhadíssima se te visse assim… porque ela nunca tocou numa
sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar
ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??)…. Estás exausta! Quando
páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo
a fazer malabarismos com um pé, muito importante!
Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te
do lenço de papel…), então não podes soltar a mala nem durante um segundo,
pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os
sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e
consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala
não resvalar e ficar debaixo da água.
Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as
mãos nas tuas calças – porque não vais gastar um lenço de papel para isso –
e sais…
Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de
banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges
enquanto te esperava.
“Mas por que é que demoraste tanto?” - pergunta-te o idiota.
“Havia uma fila enorme” - limitas-te a dizer.
E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por
solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra
passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e
rápido, pois só tens de te concentrar em manter “a posição” e *a dignidade*.
current mood: :)
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| Sunday, June 7th, 2009
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11:43 am - 30
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Já? Tão depressa? Mas ninguém me avisa? :/
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| Thursday, June 4th, 2009
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3:43 pm - A Nobody's Bizness vai a Espanha! :)
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http://www.laalquitara.com/festival-blues/actos.asp
A convite do Teatro Municipal da Guarda, que só nos trouxe coisas boas (desde conhecer o antao e os amigos, ou mais surreal, estar no Parque Asterix às dez da manhã, em frança e no meio do nada, e ser abordada por alguém que diz: tu não és a vocalista dos Nobody's Bizness? ehehe), eis que nos vamos estrear em Espanha. :)
Que bom, poder tocar num país que tem público para o blues, para variar! :p
current mood: yay!
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| Wednesday, June 3rd, 2009
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4:42 pm - Pequenas considerações ou Mas afinal, porque é que eu colo tanto nestes facebooks e afins?
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O que é o Facebook e para que serve?
O Facebook é uma rede social que serve para ligar pessoas com uns fios muito pequeninos que não se vêm a olho nu. Todas as pessoas que criam uma conta são cosidas umas às outras só que não sabem porque os fios são mesmo muito pequeninos, e às tantas são tantos fios que existem pessoas que morrem porque ficam embrenhadas nos fios e depois não conseguem respirar. Quando as pessoas são organizadas, os fios não incomodam porque fica cada um no seu lugar e assim nem se notam. Esses fios pequeninos têm uns liquidos lá dentro que levam informação para as outras pessoas, que é muito útil sobretudo para aquelas pessoas que antes de existirem computadores iam para a rua só com gabardines, peladas, mostrar as partes a quem vinha a passar. Os liquidos dos fios também se espalham para os cérebros das pessoas e obrigam-nas (só que elas não sabem!) a adicionar montes de outras pessoas que elas não conhecem mas queriam conhecer, pessoas que conhecem mas que não vêm há muitos anos (e aqui os liquidos ajudam as pessoas a esquecer que existem razões para não falar esses anos todos), pessoas que conhecem mas que só adicionam para não parecer mal e assim adiante. Depois do cérebro estar totalmente dominado pelos liquidos dos fios, as pessoas começam então a usar o facebook para tentar encontrar outras pessoas para se reproduzirem ou/e mais tarde conquistarem o mundo.
As pessoas que usam o facebook têm sempre muitas coisas para dizer às outras pessoas porque toda a gente sabe que somos todos importantes e únicos e no facebook toda a gente pode ser democraticamente famosa, mesmo sem ganhar dinheiro com isso, o que não faz muito sentido. A outra cena do facebook é os quizzes. Os quizzes são úteis porque nem as pessoas muito interessantes têm sempre coisas engraçadas para dizer nos updates de status e assim podem dizer aos amigos que noutra vida foram famosas, e às vezes, ricas também. Também se aldraba muito nos resultados porque senão era impossível toda a gente ser o Eduardo Mãos de Tesoura no quizz do Tim Burton e eu nunca podia ser o Yoda porque, bem, não sou verde, para começar. Se não fosse o Facebook, as pessoas não podiam receber convites para festas que ficam do outro lado do planeta nem saber que 3 dos seus amigos vão estar presentes. Nem podiam adicionar o Bruno Aleixo, sequer, nem fazer de propósito para ignorar os pedidos de amizade do Ramiro porque ele é repetente. E também não podiam dar thumbs up ao mundo inteiro.
No princípio havia os blogs, mas os blogs ninguém lia e depois ficavam cheios de fotografias de pés de moças que não conseguiam levantar a cabeça mas queriam ser fotógrafas. Depois veio o Hi5 e mudaram-se para lá todas as pessoas que não conseguiam escrever português suficiente para textos grandes, que são os dos blogs, então assim podiam ter uma página e não precisavam dizer nada e podiam pôr fotografias más, com a cara desfocada ou tiradas com o telemóvel. Também foi importante porque veio dar uma nova dimensão à angústia adolescente, porque podiam enfim sofrer muito mais e com muito mais pessoas a ver e muitas mais pessoas no fim a mandar asteriscos e corações e tudo.
O Hi5 é quase igual ao facebook só que agora está a melhorar porque já ninguém vai lá, só professores e alunos que vão deixar mensagens aos professores e outras pessoas que não usam jogos como os que há no facebook, em que se pode ser um mafioso e ter arsenais e vender drogas e ter montes de putas e carros de alta cilindrada. Mas só se tivermos muitos amigos, senão ficamos sempre no estado de mitra de rua, que não mandam nada nem têm mulheres nem casinos, só servem para andar à porrada.
Eu não sei muito bem para que serve o Facebook, mas por exemplo hoje fiquei a saber que o zé manel foi à praia e assim pude programar o meu dia em conformidade. E se não fosse o facebook, as pessoas tinham de continuar a vir para a rua mostrar que por baixo da gabardine, o rei afinal, vai mesmo nu.
Fim.
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| Wednesday, April 22nd, 2009
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12:53 pm - Mankind is no Island
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E de vez em quando, alguém faz coisas destas. Totalmente filmado com um telemóvel.
WOW.
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